UFRB realiza pesquisa sobre processo inovativo em universidades federais

Pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) realizaram uma pesquisa sobre o processo de inovação tecnológica em universidades federais. Produzida pelos professores do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS) da UFRB, Eron Passos Andrade e Jadiel dos Santos Pereira, e professores da UFBA, Angela Machado Rocha e Marcio Luis Ferreira Nascimento, o estudo relata o processo inovativo nas instituições de ensino entre 2008 e 2015.

O estudo faz parte da tese de doutorado do professor Eron, e trata, como o próprio autor afirma, de uma inquietação pessoal sobre a contribuição enquanto universidade pública para a tecnologia e inovação.

Desde 2013, o professor Eron vem alimentando um banco de dados e relata a dificuldade de conseguir minerar os dados, centralizando o seu estudo em oito instituições, nas quais teve acesso às informações necessárias. São elas: UFBA, UFPE, UFV, UFSCar, Unicamp, Unesp, UFPR e UFRGS.

“Enquanto Universidade, nosso potencial de contribuição para a tecnologia e inovação é indispensável. Nossas instituições contam com a maior parte da infraestrutura de pesquisa disponível no país. O que nos falta é aproximação com os demais atores da Hélice Tríplice”, afirma. “O modelo da Hélice Tríplice traduz a relação entre governo, indústria e universidades na inovação, visto que, cada vez mais, ocupam o papel do outro, embora cada instituição mantenha sua função primária e identidade distinta”, complementa.

O principal objetivo do estudo é fomentar a cultura da inovação tecnológica nas universidades e contribuir para que se possa reconhecer onde estão, e, principalmente, onde podem chegar, se houver um impulsionamento dos esforços necessários.

O autor destaca, também, que “quando se fala em estímulo à inovação, não se deve pensar apenas no mercado, visto não se tratar somente da proteção intelectual e transferência de tecnologia na forma de produtos, serviços e processos. Mas, está incluído aí o desenvolvimento de inovações sociais que apontem soluções para questões relacionadas às populações vulneráveis”.

O resultado da pesquisa desponta com uma nova estrutura de análise para explicar de que forma as inovações tecnológicas surgem nas universidades e se difundem segundo o modelo Hélice Tríplice. Com isso, torna-se possível a visualização e contribui para a literatura regional de inovação ao aprimorar uma análise multidimensional das capacidades de inovação nas universidades brasileiras, principalmente em termos de pessoal, colaborações e infraestrutura. Para Eron, “um modelo que era, em essência, qualitativo, nós conseguimos descrever matematicamente.”

O estudo foi publicado, em inglês, na Technological Forecasting and Social Change. A revista é um grande fórum que trata de metodologias e práticas de previsão tecnológica e publica pesquisas sobre ferramentas de planejamento que inter-relacionam fatores sociais, ambientais e tecnológicos.

Source: UFRB

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